Falamos sobre modelos disciplinares matriarcais e patriarcais. Cada um de nós se adapta melhor a um ou outro, contudo, é interessante notar que ambos utilizam basicamente as mesmas ferramentas, de forma distinta. Os dois sistemas são providos de recursos, recompensas, repreensões e métodos.
Às vezes, na jornada em busca pela disciplina, caminharemos por conta própria (por exemplo, ao tentarmos ser pontuais; disciplina no nosso tempo). Quando decidimos ter disciplina em alguma atividade, muitas vezes teremos contato com um professor. Neste ponto, há ainda a inclusão da hierarquia, a relação do aprendiz com o instrutor.
No modelo matriarcal, desrepressor, há hierarquia e punições. Contudo, o próprio indivíduo está muito disposto e motivado, por isso é menos solicitado por esta sombra.
O sistema patriarcal, normalmente mais severo, esconde alguns pontos de compreensão e carinho. Em muitas atividades, especialmente nas escolas orientais, é comum perceber um grande carinho que o discípulo tem pelo seu professor. Este grande respeito serve como estímulo ao aprendiz para que evolua cada vez mais. O professor, apesar de muitas vezes ser severo, está o tempo todo zelando pelos seus alunos, procurando o melhor caminho para que estes melhorem a cada dia. Não há uma reciprocidade de afeto nesta relação?
É importante perceber que há essa dualidade. Cada um tem uma forma marcante de entender e estimular a disciplina. Às vezes, ocorrerá esta inversão, na qual presenciaremos um pouco do tempero do sistema contrário. Mas isso é uma impressão aparente, na verdade, mesmo aparentando ser algo contrário, até mesmo esta forma antagônica de atuação é parte característica de cada sistema.